Amazonas

Rio Negro em Manaus enfrenta emergência de seca alarmante

Willian Duarte/ Rede Amazônica

Nível das águas se aproxima da seca histórica, afetando comunidades e ecossistemas

Manaus, 23 de setembro de 2024 – O Rio Negro, que banha a capital amazonense, está a menos de dois metros de alcançar a marca da seca histórica registrada em 2023. Este cenário crítico, alertado pela Defesa Civil do Amazonas, traz à tona a urgência da situação ambiental que afeta não apenas o abastecimento de água, mas também a biodiversidade local.

Atualmente, o nível do Rio Negro mede 14,49 metros, 1,70 metro acima da cota mais baixa já documentada em 121 anos, que foi de 12,70 metros. Manaus se encontra em um estado de emergência devido a essa seca que atinge o rio, um afluente essencial do Rio Amazonas. As consequências são visíveis: a conhecida praia da Ponta Negra, um dos principais balneários da cidade, foi fechada para banhistas.

Com a diminuição dos níveis, permitem-se previsões sombrias. O governo do estado já se prepara para uma seca severa, possivelmente mais intensa que a do ano passado. Só em agosto, o rio desceu impressionantes cinco metros. No início de setembro, mediu 19,73 metros, e, nas últimas semanas, uma queda acentuada foi registrada, com um retrocesso de 5,24 metros nos 23 primeiros dias do mês.

A situação é crítica: entre sexta-feira e esta segunda, houve uma diminuição de 61 centímetros, sendo 24 centímetros apenas nas últimas 24 horas. Diversas regiões estão em estado de crise, como Tabatinga e Itacoatiara, onde as águas do Rio Solimões e do Rio Amazonas estão também drasticamente baixas.

Enquanto isso, a pesquisa do Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta uma leve esperança, sugerindo que, embora a situação seja preocupante, a cota do ano passado (12,70 metros) pode não ser ultrapassada. A pesquisadora Jussara Cury destacou que partes da bacia do rio não estão tão afetadas quanto no ano anterior. No entanto, essa leve previsão não esconde a urgência de medidas eficazes e rápidas para a mitigação dos impactos ambientais e sociais.

Em resposta a essa emergência, o município inicia a distribuição de água e alimentos para as comunidades rurais afetadas. A união de esforços é fundamental para lidar com os efeitos dessa seca que não é apenas uma questão ecológica, mas um chamado à ação por solidariedade e justiça social.

A grave seca que o Rio Negro enfrenta não é um desvio isolado, mas um sintoma de uma crise ambiental global. É dever de todos nós não apenas monitorar, mas agir em nome do futuro do nosso planeta, da nossa água e da nossa gente.

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